Reeducação do assoalho pélvico pode ser alternativa para a incontinência urinária?

Assoalho Pélvico

A musculatura do assoalho pélvico é composta, principalmente, pelo músculo levantador do ânus (músculos pubococcígeo, íleococcígeo e ísquicoccígeo) e pelo músculo coccígeo. Esses músculos vão enfraquecendo ao longo da vida da mulher devido a fatores como obesidade, gravidez, menopausa, parto vaginal, esportes de impacto e diversos outros. Sem o suporte adequado da musculatura do assoalho pélvico aos órgãos pélvicos, é possível que a mulher desenvolva um quadro de incontinência urinária.

Quer entender como a reeducação do assoalho pélvico pode te ajudar a prevenir ou a tratar a incontinência urinária? Vamos explicar tudinho nesse post!

O que é a reeducação do assoalho pélvico?

A reeducação do assoalho pélvico consiste em uma série de exercícios para o fortalecimento e tonificação da musculatura do assoalho pélvico, conhecidos como Exercícios de Kegel, orientados por profissionais de saúde especializados nesta área.

Quais as vantagens dessa reeducação?

Com a restauração da força e do tônus da musculatura pélvica, a bexiga, o útero, a vagina e o intestino voltam a ter o suporte necessário para um funcionamento adequado, prevenindo e tratando quadros de incontinência urinária, incontinência fecal, frouxidão vaginal e alguns casos de prolapso urogenital. Isso gera para a mulher um ganho em sociabilidade, em confiança, autoestima e na vida sexual, além de reduzir a necessidade de uma intervenção cirúrgica.

É estimado que cerca de 30% das mulheres não conseguem realizar sozinhas os exercícios de Kegel de forma correta, acabando por envolver os glúteos e os músculos abdominais nas contrações, por isso a reeducação do assoalho pélvico é tão importante.

Quais são os exercícios de reeducação?

O princípio por trás de todos os exercícios é a contração da musculatura pélvica, como descrito nos exercícios de Kegel. A mulher pode realizar estes exercícios diariamente em seu domicílio, nas posições sentada, deitada e em pé. Os profissionais de saúde também utilizam alguns recursos para auxiliar a identificação e contração correta do assoalho pélvico; aqui estão algumas das possibilidades:

  • Biofeedback: é um aparelho que detecta e mede a força da contração muscular pélvica, através de eletrodos vaginais ou eletrodos de superfície.
  • Estimulação elétrica: eletrodos são colocados na parede vaginal provocando a contração dos músculos do assoalho pélvico. Além de auxiliar diretamente no fortalecimento da musculatura, essa técnica ajuda a mulher a identificar quais os músculos envolvidos, tornando mais fácil a realização de contrações voluntárias.
  • Cones vaginais:  tratam-se de pequenas cápsulas com peso entre 20 e 100g. Com a orientação do profissional de saúde, os cones podem ser inseridos na vagina. Após a inserção, o cone desliza para baixo, puxado pela gravidade, o que estimula um reflexo de contração da musculatura pélvica. Além disso, a mulher também é orientada a contrair voluntariamente a musculatura para manter o cone no lugar.
  • Bola suíça: a bola suíça já é comumente usada em academias para diversos tipos de exercícios, mas também pode contribuir para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico.

Há algum risco em se realizar a reeducação do assoalho pélvico?

Ao contrário de outros tratamentos para a incontinência, como as cirurgias, a reeducação do assoalho pélvico não traz qualquer risco para a saúde da paciente.

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