Meu filho vai para escola: e agora?

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Ser mãe definitivamente não é fácil. Cada fase da criança requer cuidados e atitudes diferentes. Shirley Hilgert, responsável pelo blog Macetes de Mãe (macetesdemae.com), conhece bem essas mudanças. Mãe de dois meninos e acostumada com uma infinidade de dúvidas diárias que surgem em seu blog, Shirley foi em busca de dicas práticas que poderiam mudar a rotina das mães com seus filhos. E as dúvidas vão além daqueles cuidados diários peculiares dos bebês como dar ou não chupeta; amamentar corretamente; alimentação, desfralde, entre muitos outras. Um grande desafio que os pais terão que enfrentar é o momento em que a criança vai para escola. “Em muitos casos, a escola é uma necessidade, mas quando é possível escolher, é o “feeling” dos pais de que a criança está pronta e de que será bom para ela que irá realmente contar na decisão”, explica Shirley.

 

Para Shirley, a linha pedagógica da escola, a proximidade da casa ou trabalho dos pais e o custo da mensalidade são alguns dos critérios mais importantes no momento da escolha. Mas ela ressalta que não há uma idade certa para esse momento. “Isso varia de família para família. Para pais que precisam trabalhar fora, a idade ideal pode ser 4 meses; por outro lado pais que podem e querem ficar com os filhos podem colocá-los na escola até os 4 anos, que é a idade que se exige que a criança esteja na escola”, enfatiza.

 

“A melhor maneira de preparar a criança é sempre falar abertamente sobre o que ela irá encontrar na escola e, principalmente, passar tranquilidade e confiança quanto a essa decisão. Muitas vezes o processo de adaptação da criança é complexo e difícil porque os pais não estão seguros e confiantes e, de alguma forma, passam isso para os pequenos”, comenta.

 

Outro aspecto destacado por Shirley é a importância de um dos pais estar perto nessa nova fase. “O pai ou a mãe deve estar disponível para acompanhar os primeiros dias da adaptação. Se não for possível que um deles esteja presente, alguém bem próximo da criança, como um cuidador, os avós, tios, deve estar com ela. Além disso, é importante saber que o choro é natural e vai acontecer. Os pais não devem interpretar o choro como o fim do mundo. O que não pode é a criança ser deixada desassistida e desamparada quando o choro surgir. Alguém da escola ou mesmo os pais devem apoiar e dar atenção à criança nesse momento. O choro faz parte do processo. O importante é saber lidar com isso”, explica.

 

Acostumada com as dúvidas e inseguranças que surgem em seu blog, Shirley lembra que é muito comum os pais sentirem culpa nesse momento. “Se os pais avaliaram bem a decisão e escolheram bem a escola, ou seja, estão seguros quanto ao local que escolheram para deixar seus filhos, não deve haver culpa. Escola é um ambiente incrível, gostoso, importante. As crianças se desenvolvem e se divertem lá. Os pais devem parar de achar que escola é ruim, para não passar essa errônea ideia para seus filhos”, conclui.

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